quarta-feira, 27 de julho de 2011

Jacqueline Kennedy Onassis,ou simplesmente Jackie O.

Jacqueline Lee Bouvier nasceu no Condado de Suffolk no estado de Nova Iorque. Era a filha mais velha de John Vernou Bouvier III(1891–1957), um corretor da Wall Street, e de Janet Norton Lee Bouvier Auchincloss Morris (1907–1989). Jacqueline tinha ascendênciairlandesaescocesa e inglesa; sua ascendência francesa era distante, sendo seu último ancestral francês Michel Bouvier, um marceneiro baseado na Filadélfia que havia sido seu trisavô. Em Washington, DC, ela foi educada por pouco tempo em Holton-Arms School, uma escola preparatória e particular para meninas (ela mudou-se para BethesdaMaryland, posteriormente). Em 1933, nasceu sua irmã Caroline Lee.

Seu pai, apelidado de Black Jack, era um corretor de ações na Bolsa com fama de playboy, cujos casos extraconjugais com várias mulheres causaram o divórcio entre ele e Janet quando Jackie ainda era uma menina. Black Jack permaneceu um homem divorciado, enquanto que Janet desposou, em 1942Hugh D. Auchincloss, filho de Emma Jennings, filha do fundador da Standard Oil. Hugh era o rico herdeiro de uma companhia de produção, transporte, refino e venda de petróleo. Em 1979, Janet casou-se pela terceira vez com Bingham Morris.
Em sua infância aristocrática, Jacqueline tornou-se uma praticante de hipismo e desenvolveu grande entusiasmo por cavalos e competições. Essa paixão a acompanharia por toda sua vida, ganhando troféus e medalhas. Na fazenda Hammersmith, que pertencia ao seu padrasto, ela pôde apreciar melhor a equitação. Ela amava ler, pintar, escrever poemas e tinha uma relação bem mais fácil com seu pai do que com sua mãe.
Jackie teve educação excelente, iniciou seu ensino fundamental e médio na exclusiva The Chapin School (Manhattan, Nova York), e em Miss Porter's School (Farmington, Connecticut). Em Vassar College (Poughkeepsie), começou sua educação acadêmica e foi nomeada "debutante do ano" entre 1947 e 1948. No final da década de 40 realizou uma viagem deintercâmbio para Sorbonne, em Paris. Anos mais tarde, Jackie lembraria essa época como a mais feliz de sua vida. Quando retornou, decidiu não voltar a Vassar e transferiu-se para aUniversidade George Washington, em Washington DC, onde fez graduação em Literatura francesa.
Em 1951, Jacqueline conseguiu seu primeiro emprego, trabalhando para o jornal Washington Times-Herald. Seu trabalho consistia em interrogar pessoas a respeito de temas polêmicos e escrever uma coluna. As perguntas e divertidas respostas então apareciam ao lado da fotografia dos entrevistados no jornal. Uma das matérias de Jacqueline para essa tarefa foi um jovem senador de MassachusettsJohn F. Kennedy.



Jacqueline estava comprometida com John Husted em Dezembro de 1951. Entretanto, o relacionamento acabou em Março de 1952 com um conselho da mãe de Jackie, que acreditava que Husted não era rico o bastante.
Em 10 de Maio de 1952, Jacqueline conheceu o senador John F. Kennedy numa festa em Washington, realizada por um casal amigo de ambos: Martha e Charles Bartlett. John e Jackie só se reencontrariam nove meses depois em outra festa realizada pelos Bartlett. Kennedy convidou Jackie para saírem no fim de semana e foram a um parque de diversões em Georgetown. Depois de se reencontrarem, eles começaram um namoro, que terminou em noivado pouco tempo depois.
O anúncio do noivado do casal não agradou todos os membros da família Bouvier. De acordo com um artigo do Time Magazine, "[Jacqueline] me telefonou para contar a notícia" - explicou a irmã Black Jack, Maude Bouvier Davis - "mas ela disse, 'Você não pode dizer nada sobre isso porque o Saturday Evening Post vai trazer um artigo sobre Jack chamado "O Jovem Solteirão do Senado", e isso estragaria tudo".
Jacqueline Bouvier e John F. Kennedy casaram-se em 12 de Setembro de 1953, em Newport (Rhode Island). Os vestidos da noiva e das damas-de-honra foram feitos por Ann Lowe, e a cerimônia, com duas mil pessoas, ocorreu na fazenda Hammersmith. Depois do casamento, eles retornaram a Washington DC. No entanto, John realizou duas operações para acabar com a dor nas costas proveniente de um machucado nos tempos de guerra. Com a recuperação da cirurgia, Jackie encorajou Kennedy a escrever Profiles in Courage, um livro que descreve os atos de bravura e de integridade por oito senadores dos Estados Unidos durante toda a história do Senado. A obra recebeu o prêmio Pulitzer por biografia em 1957.












O escritor Norman Mailer fez uma das melhores descrições sobre Jacqueline Kennedy Onassis. “Ela não é uma celebridade, é uma lenda. Não, não é mais que uma lenda é um arquétipo histórico.” E ela foi exatamente isso. Jackie serviu de modelo para toda uma geração. Todo mundo já foi apaixonado por ela.
Jacqueline Lee Bouvier nasceu, em 28 de julho de 1929, literalmente em berço de ouro. Rodeada de pompa e com uma educação cheia de não-me-toques, Jackie mostrou ao mundo que era muito mais que uma moça bem-nascida. Tanto que, aos 21 anos, deixou a vida de dondoca para ser repórter e fotógrafa no Time Herald, em Washington. Foi aí que Jackie conheceu o futuro presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. Dois anos depois, estava casada com John e ocupando, para sempre, um lugar especial no coração dos americanos. 








Bem-humorada, chiquérrima e culta, ela nunca ficou à sombra de John Kennedy. Muito pelo contrário: brilhou tanto (ou até mais!) que o marido. O número de biografias que inspirou deixa explícito o fascínio que despertava: trinta e duas! Sem falar nas incontáveis matérias feitas por revistas e jornais americanos. Ela também revolucionou alguns costumes da Casa Branca: levou a cozinha francesa e introduziu as artes nas paredes da mansão presidencial.


Com uma personalidade forte e esbanjando beleza, Jackie foi mais que uma primeira-dama: foi quase uma rainha. Até as inúmeras (e famosas) traições de John Kennedy não tiraram o brilho de Jacqueline. Mais tarde, no assassinato de John, Jackie mostrou mais uma vez que era uma mulher imbatível. Foi mãe e pai para os filhos John-John e Caroline e continuou sendo um exemplo para os americanos. 

Seis anos depois, casou-se com o bilionário grego Aristóteles Onassis. Com a morte do segundo marido, Jackie herdou U$$ 20 milhões e, finalmente, a liberdade. Voltou a trabalhar, dessa vez, numa editora e assumiu um terceiro casamento com o banqueiro Maurice Templesman.


No dia 20 de maio de 1994, um câncer linfático apagou o brilho de uma das mais poderosas mulheres do nosso século. Jackie não fez grandes ações humanitárias, mas a sua autenticidade serviu e continua servindo de modelo para milhões de mulheres em todo o mundo.




Um comentário:

Léia Freisleben disse...

Acabei de encontrar seu blog e me deliciei com a história e as fotos de Jackie Kennedy Onassis. Já virei seguidora!!
Um abraço,
Léia